sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Passando aqui só pra divulgar o trabalho de uma amiga que pediu uma forcinha!

FrasesDeAmor.Ca é um site novo, simples, que traz as mais bonitas Frases de amor para você compartilhar com as pessoas de que mais gosta: namorada, família, amigos, etc...

Não deixem de conferir!

quarta-feira, 15 de agosto de 2012


Poesia e Palavrão (Portuguese Edition)

Finalmente, o Poesia e Palavrão virou livro! Ou melhor, um e-livro! 

Disponível na Kindle Store da Amazon por 4,99 dólares. Infelizmente, enquanto a Amazon não lançar a loja brasileira, você vai precisar de um cartão de crédito internacional pra comprar. 

A boa notícia é que você não precisa de um kindle para ler o livro!

Você pode baixar o kindle app para iPhone na Appstore ou para Android na Google Play e ler livros da kindle store direto no seu celular ou tablet. A Amazon possui uma coleção gigantescas de livros e revistas eletrônicos, muitos deles grauitos! Vale a pena conferir.

Na página do livro você pode dar uma espiada como ficou, clicando na capa do livro. Inclusive, pode dar uma forcinha e deixar uma review dando sua opinião!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Sobre o papel da Comédia...


George Carlin, em uma das suas apresentações na década de 90, começou um dos seus shows dizendo algo do tipo: Porque será que a maioria das pessoas que são contra aborto são pessoas que ninguém quer foder de jeito nenhum? Chris Rock, em 96, apresenta um quadro bem polêmico, fazendo piada de racismo entre negros. Já em 2000 e pouco, Bill Maher menciona um show promovido pelo partido republicano, e termina dizendo que “a última vez que os republicanos tiveram tantos negros em um palco, estavam vendendo eles!”

Qualquer uma dessas piadas seria encarada com polêmica e muitos processos aqui no Brasil hoje. Talvez até passassem em branco também na década de 90 – naquela época as pessoas fumavam na televisão, a palavra bullying só existia em inglês e ninguém sabia o que era. A Marlboro anunciava livremente e quase ninguém era orientado a beber com moderação.

Mas hoje em dia não. Hoje em dia, aqui, essas piadas todas seriam polemizadas, tiradas de contexto, manipuladas, levadas ao ridículo. Hoje em dia qualquer um pode se ofender com qualquer coisa. Muitos que se dizem religiosos, por exemplo, se ofendem com manifestações LGBT, mostrando um comportamento mesquinho e preconceituoso, completamente avesso às palavras de seus profetas. Mas a merda é que isso cola, porque a homofobia vem sido espalhada faz tempo aqui, por religiões, grupos de direita, etc...

Já o problema como as piadas do Rafinha Bastos sobre APAE, sobre aquela que eu esqueci o nome, ou ainda aquela história do Danilo Gentili (que não tenho certeza se é fato mesmo ou mito virtual) do tweet sobre o king kong, esse problema é outro. Primeiramente, as piadas são sem graça. Um pênalti cobrado pra fora. Um humor sem nenhuma proposta ou propósito. A Comédia, que possui uma força gigante de mexer com o status quo de uma sociedade, é aqui exercida da sua maneira mais pobre, mais politicamente correta possível. Além disso, a maioria das pessoas não entendeu a piada. Tecnicamente falando. Porque uma vez que você entende a piada, você pode até achar a piada sem graça, mas não te desperta ódio, revolta, complexo, nada. É uma piada que não te fez rir, como uma história que te contam no elevador e você esquece. É a mesma lógica do apelido que a gente tem quando criança: se você se preocupa com ele – não entende aquilo como uma brincadeira, como uma piada – ele vai te perturbar pra sempre. Você não supera. Se você consegue olhar para aquilo e achar graça, você tem um problema a menos pra sua vida.

Mas pensa bem: uma piada que fez uma pessoa levantar de casa e mudar a rotina dela. Uma piada, que sequer contaram pra ela. Pensa bem. Lembra um pouco a história – que todo mundo aqui teve a cara de pau de achar absurda – das charges feitas na Dinamarca em 2005 e 2006, sobre Maomé. Muçulmanos saíram tacando fogo em embaixada. Eu acho que, o que te leva a botar fogo numa embaixada, ou a procurar a justiça, é uma energia da mesma origem, só muda o tamanho do pavio. Se você entende a piada, você consegue separar a figura do narrador da figura do autor. Não é porque a pessoa está dizendo aquilo que realmente pensa daquela forma, ou sequer está encorajando aquela linha de raciocínio. Mas aqui a gente não pode deixar nada nessa linha tênue – porque aqui, marcha para discutir a descriminalização da maconha vira apologia às drogas.

A tevê brasileira está na fase do humor de bordão, ensaiado, sem muito improviso, que avisa quando tem que rir pra facilitar. Nossos humoristas são, em maioria, muito ruins. E aí, no pequeno grupo que entende a piada, você tem especuladores, que a removem do contexto tratando-a como algo absoluto e atribuem a ela o valor que querem, como alguns fazem com a bíblia. A piada, ou a performance artística de um show em Stand-up, acima de tudo que propõe, passa uma mensagem. Essa mensagem tem um contexto - por mais sem graça que seja a piada - muito trabalhado pelos comediantes. Eles desenvolvem uma linha de raciocínio e brincam com a expectativa dos ouvintes. Alguns, mais metódicos, ficam reestruturando as piadas da sua apresentação de maneira a manipular o clima e o contexto da melhor forma.

Frases ou piadas, retiradas do seu contexto, podem ter qualquer sentido. E se tornam alvos fáceis pra qualquer um que adore um buchicho, um vuco-vuco. Como os árabes, na mídia americana, que foram responsabilizados pelas atrocidades cometidas por um norueguês, branquelo, que atirava em seus irmãos pois eles não eram puros o suficiente. De novo aquela ideia de alguém nascer melhor do que alguém.

Enfim, é uma pena que exista muito mais público e mercado para todas essas especulações idiotas do que para um humor inteligente e de qualidade. E fica o voto para que os nossos comediantes sempre se expressem da maneira mais livre possível, divertindo e irritando suas audiências. E, claro, com piadinhas melhores do que as idiotices que temos visto ultimamente. Haja claque!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Pretendendo voltar...
quem sabe...

Enquanto isso sigo com projetos mais sujos, sobre como ganhar dinheiro online!

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Aquele...

Salve povo!

Como muitos já perceberam, parei de escrever por aqui. Na real, parei de escrever em qualquer lugar.

Agora montei um blog com uns amigos e devo publicar algumas coisas por lá. Os outros que vão escrever são os caras mais geniais que conheço.

Visitem: texticuloscheios.blogspot.com

...abraço!

domingo, 5 de abril de 2009

Uma saudade vã nessa rosa ali no peito...

Saudade daquilo que joguei fora,
Agora que tudo virou um passado de memórias confusas,
de palavras doces e de abraços nus.

Muitos fragmentos
com desejos e farpas
um quebra-cabeça, que parece faltar peças,
que a criança aqui tem preguiça de montar
ou talvez seja medo
da imagem que ele forma.

Troquei as fechaduras.
Tranquei todas as portas.
Mas o gosto parece não sair da boca
e, embora isso atormente às vezes,
pior é não saber onde deixei as minhas chaves.

Hoje eu resolvi pensar na saudade,
que mora comigo e não vai embora.
De um amor que se mostrou curioso,
me mostrou indefeso
e não pediu muito.
(só pediu que eu não tivesse muito medo de mim mesmo).

Saudade de tudo que não tenho agora,
do futuro do pretérito
que joguei fora.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Inércia

O medo da vida me move
Leve, me vê, não me livra
Me varre. Revolta e revira
e nada.


Nascem emoções, nossas criações
Batem as portas e batem suas asas,
viajam pra onde seus sonhos voarem
e param.
Logo ali,
no tedioso mundo dos adultos.
Tudo isso em alto mar,
tubarões a nos cercar
e nada.

domingo, 8 de março de 2009

Alguma coisa acontece no meu coração...

O filme começa com um casal de velhos andando pelo centro de São Paulo... A mulher começa a falar dos tempos de outrora - quando cruzavam a famosa esquina da Ipiranga com a São João em décadas passadas - bem antes da decadência do centro velho de sampa. No meio da história dela, o velhinho coloca a mão no peito, diz que algo acontece no seu coração, e cai no chão, vítima de um infarte.

As pessoas ao redor tentam ajudá-lo de alguma forma, ligam pra ambulância, se alvoroçam. A mulher, no entanto, não se abala. Fica se dirigindo ao velho na maior naturalidade, pedindo pra que pare com aquela brincadeira que fazia havia tanto tempo. Tá assustando as pessoas, querido. deixa disso. A ambulância chega, o velho não reage, a velha não muda seu discurso. Colocam o velhinho na maca, e ela sempre do lado com a mesma conversa. As pessoas tentam explicar a situação pra esposa do moribundo, enquanto ela tenta explicar a brincadeira besta do marido. Passam por várias cenas; de médicos usando disfibriladores até o funeral em si, com a mulher cada vez mais inconformada com o mau gosto da brincadeira do velho. Finalmente tiram-na do altar onde o corpo é velado, deixando somente a figura do falecido na cena, todos com a nítida impressão de que a velha perdera a cabeça com a morte do marido. Quando a câmera finalmente chega no seu rosto, depois de varrer toda a sala, percebe-se o velhinho, subitamente, prendendo uma risada.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Boa ação

A desigualdade social nos apresenta contrastes radicais em diversos lugares e em curtos espaços de tempo. Favelas rodeando bairros da alta sociedade tornaram-se um exemplo até já banalizado desse tipo de ocorrência, assim como os mendigos que vivem nas ruas do Jardins em São Paulo, vizinhos de grandes prédios comerciais e apartamentos medidos em hectares.

Esse tipo de situação causa estranheza nas duas partes, seja por nojo ou por inveja. Raramente se vê uma interação entre esses dois universos - tão próximos e tão distantes - que não tenha um vidro de carro como mediador ou uma moeda como propósito. Mas, às vezes, algo sublime, uma quebra de paradigmas radical, pode ocorrer no desenrolar do dia-a-dia de qualquer um.

Como o caso da Joana, uma menina de rua que fugiu de casa por abusos do pai e surras da mãe. Mora na rua há alguns anos já. Vive de esmolas pois não confia nos abrigos da prefeitura, com medo de mais abusos de qualquer ser humano que compartilhe o mesmo espaço com ela por mais de 30 minutos. Assim, destinada à solidão, ela vivia seus dias na capital paulista até que numa noite em que não conseguia dormir, como providência divina, um filhote de vira-lata, meio misturado com beagle, cruzou o seu caminho, passando por entre os papelões onde dormia, em higienópolis. Mesmo sem ter o que botar na própria boca, a garota acolheu o filhote como um filho, simplesmente por encontrar naquela criatura indefesa o que de mais belo havia passado por sua existência. Passou a criá-lo desde então.

Mas sua vida mudou numa tarde, pouco depois do almoço. Ela e seu companheiro dormiam sob a sombra de uma árvore, próximos ao cemitério da Consolação. Um carro de luxo, daqueles blindados e possantes, parou num farol próximo ao santuário de Joana e do seu tesouro. Viu ambos dormindo. Estavam esquálidos e sujos, ela mais magra do que ele. Comovido pela cena, o homem encostou seu carro no meio-fio, desceu e aproximou-se. Teve a impressão de que sonhavam fundo, um sono pesado demais para se ter naquele ambiente. Tomou uma decisão que mudaria a vida de Joana para sempre. Chegando devagar para não assustá-los, pegou o filhote que dormia próximo aos braços de sua ama e levou-o consigo.

Ainda no carro, mudando sua rota para um veterinário, suspirou satisfeito pela sua atitude nobre e acariciou o bicho que ainda dormia.

- Tadinho...

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

S.O.S - Sarcasmo Ostensivo Satírico

Eles nos dão drogas para nos distrair
e as recriminam para nos culpar.
Eles tocam música pra gente ouvir
e gritam "pecado" se alguém dançar.

Inspiração sem abstração?
Empirismo sem evolução?
Eu na onda dessa passeata
de gravata? Só na contramão...

Contra toda uma multidão
que se encontra na solidão,
não se suporta, se maltrata
e se mata por desilusão.

Tanta gente geme junta
luta finge geme tonta
tanto quanto alguém dá conta?
tanto faz; ninguém escuta.

Todo mundo tem razão.
Quem diz sim
e quem diz não.
Os quatro pontos cardeais -
sorte demais -
são todos Nortes.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Nova empreitada!

Salve povo!

Seguinte: agora eu vou montar uma seção no blog que deve servir como uma espécie de oficina. Na verdade são alguns exercícios que eu tô montando e gostaria de ter um feedback. Acho que o Poesia e Palavrão pode ser útil nisso.

Vai funcionar da seguinte maneira: eu vou propor um exercício aqui e deixo um e-mail pra contato. Quem quiser fazer o exercício e mandar pra mim pra bater uma bola sobre o assunto, ótimo. Eu vou adorar trocar essa idéia com qualquer um que estiver interessado. Depois de um tempo eu coloco a minha resposta do exercício no site pra quem quiser comentar. Se alguém quiser que eu publique a sua resposta, sem problemas. Caso contrário, sem problemas também! Depois sugiro outros exercícios e assim a gente vai...

E até já pensei no primeiro exercício. Você vai ter que criar um super-herói. Mas não dar um nome pra ele e era isso; não! Você vai pensar em tudo: qual o nome dele, sua identidade secreta, seus poderes e seu ponto fraco; vai ter que pensar em por que ele combate o crime, se é que ele combate. Ele órfão como tantos outros? Ele tem uma grande paixão? E a cidade em que ele mora? Fica em qual planeta?

Enfim, faça um texto apresentando o seu super-herói. Descreva-o minuciosamente, mas não seja prolixo. Esse texto desse post, por exemplo, deve ter mais ou menos uns 2000 caracteres. Algo em torno de 5000 caracteres, no máximo, deve bastar. Pense também em como contar essa história; você pode simplesmente apresentá-la, narrando-a oniscientemente, ou você pode escrever o diário do seu herói. Você pode ainda transformá-lo num personagem de histórias em quadrinhos, contando a história de um pai que conta a história de um super-herói pro seu filho, etcéteras. Apenas conte essa história, da maneira que achar melhor, por mais maluca que ela possa parecer.

Enviem seus super-heróis para henriquefogli@gmail.com e por favor, coloquem "Meu Super-Herói" no título do e-mail. Acho que em uma semana devo continuar os exercícios. Os outros textos também continuam. Espero que gostem de mais essa maluquice. Nos falamos!


terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Às bandeiras:

fogo.

Em jogo de tabuleiro
cada um é uma cor.

Todo mundo quer ganhar
seja quando e como for.

Não passam de cores e formas
perdidas em valores e normas
que montam o quebra-cabeça
idiota
que alguns chamam de tradição.

São as bandeiras que erguem os muros
e as barreiras alfandegárias.
Tornam povos obscuros.
Transformam-nos em párias.

Rótulos em mastros
que se identificam com um povo,
mas não contam nada de novo.
O dono da bandeira nunca a hasteia;
manda hastear.

A velha história do nosso mundo;
todo rei sabe que precisa de seus peões... e sabe que paga barato.
Seja você um diplomata -
ou uma persona non grata.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Paixão volátil

- Sabe quando você recebe aqueles e-mails cheios de fotos de bebês e acha tudo aquilo uma graça?
- Sei.
- Ou quando você vê uma cena violenta e aquilo te desagrada? Te traz um impulso, uma vontade de fechar os olhos, ou mudar de canal, ou sei lá o quê?
- Sim, sim...
- Ou ainda quando você vê algo nojento, sei lá, alguém vomitando, e te dá vontade de vomitar?
- Sei, credo... só não sei onde você quer chegar!
- Então, todas essas cenas, essas coisas, provocam reações fortes nas pessoas, né? O simples fato de presenciar uma coisa dessas embrulha o estômago, traz nojo, enfim, sensações breves porém intensas, certo?
- Certo.
- Pois então. Quando você sorri eu sinto algo mais intenso que todas elas.
- Como assim?
- Te ver sorrindo, ouvir sua risada, presenciar sua felicidade me traz paz. Eu fico fascinado, encantado, me sinto feliz também. É como se a sua alegria tomasse conta de mim. Me dá vontade de rir à toa. Fico chapado!
- Nossa...
- Pois é... acho que nasci pra te fazer feliz. Nada me faz tão feliz quanto isso.
- Que lindo... não sei nem o que te dizer.

Nunca soube. Trocaram beijos. Ele sentindo gosto de paixão, ela sentindo gosto de vergonha. Todas aquelas sensações não passavam de palavras. Palavras vagas, nebulosas. Os calafrios corriam pela espinha dele a todo momento; cada centímetro da pele dela que era tocado devolvia um choque elétrico daqueles que prende, não dos que repelem. Ela, envergonhada por não saber sentir nada daquilo, perdia-se nos movimentos de sua língua, desajeitada, esforçando-se para não desmontrar o vazio que tinha dentro de si. Ele, sentindo esse vazio o tempo todo, preferiu levar sua vida de forma egoísta, atendo-se apenas aos seus sentimentos, percebendo sua paixão como estúpida - aquela que pensava ser o suficiente. Ficaram nus, ela se pôs submissa na cama, como se ajudasse uma velhinha a atravessar a rua.

- Você tá me machucando...

E ele seguiu. Rindo e machucando por dentro.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Aos que ainda passam por aqui...

... em primeiro lugar, Feliz 2009!

É o seguinte: tenho sido relapso e preguiçoso. Não ando escrevendo porra nenhuma. Diversas idéias mirabolantes, que efetivamente não servem pra nada, têm (ou "tem" agora com a reforma ortográfica?) perturbado minha caixa d'água. Mas agora vou voltar a escrever aqui no blog... pelo menos um texto por semana e outras maluquices que tô pensando em fazer...

Espero vê-los por aqui novamente. Aliás, vou também atualizar a lista de parceiros que anda bem defasada...

Um abraço pra cada um!

Henrique Fogli

P.S.: Cê sabe que eu te considero pá caralho...

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Roda, roda, roda e avisa...

Salve galera!

A reta final da faculdade tem me consumido muito tempo, deixando o blog à deriva mais uma vez...

Mas logo logo começam as férias, tanto da facul quanto do trampo, e textos novinhos devem aparecer!

Enquanto isso, sugiro os blogs que acompanho e, pra quem ainda não leu, dê uma passada nos textos antigos aqui do Poesia e Palavrão.

Obrigado pelas visitas e pelos comentários sempre inspiradores!

Abraços e beijos!

Henrique Fogli

domingo, 16 de novembro de 2008

Use a guerra!

Gangues assolavam o Brasil há muito tempo. Punks, carecas, skin heads, whitepowers, neonazistas, idiotas de todos os tipos que só mudam de fantasia e de tatuagem. Tudo isso por uma busca inútil e vazia de supremacia, fundamentada em absolutamente nada de concreto, na qual quem bate mais e apanha menos, ganha. O quê? Nenhum deles sabe responder... Mas essa onda de violência deve ter um fim. Todas as gangues e seus afiliados encontram-se para resolver suas adversidades de maneira civilizada e inteligente. O estádio do Pacaembu é palco do I campeonato de xadrez inter-gangues do Brasil. Ali eles pretendem assinar tratados de não-agressão e submissão baseados no desempenho lógico e estratégico de seus líderes. O xadrez, um ícone dessas virtudes no mundo ocidental, foi escolhido e aceito por todos envolvidos. Curiosamente nenhuma autoridade acompanha o espetáculo. Punks e neonazistas farão a primeira partida. No momento inicial, ao sortear as peças de cada jogador, o punk, ao ver o resultado, diz: - Eu sou branco, você é preto. - O quê??? Uma corrente atinge o rosto do líder punk que reage com um golpe de navalha. Assim, como cachorros no cio, todos ali dentro reagem com o mesmo instinto e tudo aquilo que havia sido previamente estabelecido vai por água abaixo. O estádio, com suas portas trancadas, não permite que ninguém consiga fugir. Um a um, membros de todas as gangues vão caindo por terra; ferimentos gravíssimos, fraturas expostas, mortes súbitas. São tiros, facadas, correntadas pra todos os gostos e ninguém sai vivo. Os últimos são os que morrem com mais dor, por complicações dos ataques sofridos e hemorragias. No dia seguinte, milhares de pessoas vão até a arena para contemplar o resultado do evento. Eles são negros, nordestinos, homossexuais e tantos outros alvos das extintas falanges. A decomposição dos corpos expostos, feridos das mais diversas maneiras, exala um aroma doce, deixando a certeza do despertar de um mundo melhor.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Falando sozinho?

Sabe o que eu não entendo?

O quê?

Tem um episódio do Pica-Pau no qual o Zeca Urubu vende um cão falante pro Pica-Pau... Já viu esse?

Sim. Até que é um rato falante que fica escondido embaixo do chapéu do cachorro.

Aham. Mas depois descobrem que o cachorro realmente fala e o Pica-Pau se dá bem.

Isso mesmo.

Então. É muito maluco. Um urubu que fala, um pica-pau que fala e um rato que fala, todos na maior naturalidade. Por que que nesse mundo um cachorro falar é algo inusitado? Todos os bichos falam...

É verdade!

Pois é...

E você sabe o que eu não entendo?

Não. O quê?

Como a lóigca de vocês é invertida.

Invertida como?

É o inverso da nossa. Não que uma seja mais certa ou mais errada que a outra. Elas são simplesmente invertidas.

Exemplifique!

Pois bem. Se um cara chegar em uma mulher e falar a seguinte frase: toda gordinha usa decote. Se essa mulher estiver de decote, vai entender isso como uma ofensa. Vai sentir-se chamada de gorda, certo?

Certo!

Mas então, se você parar pra pensar o acarretamento lógico da coisa é outra. Afirmar que toda gordinha usa decote não é nada parecido com afirmar que todo mundo que usa decote é gorda.

Mas pode ser o jeito que você fala!

Sim, mas imagina uma situação livre de conotações ou ironias. Imagina isso sendo posto como um fato.

Tá, mas...

- Ele calou a boca dela com um beijo. Fizeram amor até de manhã cedo.

- Fizeram amor?

- É.

- Hmmm...

- Não curtiu?

- Se eu fosse você não simplificaria tudo em uma frase no final. Seria mais descritivo, mais detalhista. Colocaria pedaços da intimidade dos dois: o jeito que ela olha pra ele, por exemplo.

- Entendi.

- Mas, se fosse mesmo fechar com uma frase, acho que esse "Fizeram amor" poderia ser revisto.

- Que tal: "Ele calou a boca dela com um beijo. Treparam e fizeram amor até de manhã cedo..."

- Beeem melhor...

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Casigual

Fernando e Fernanda eram parecidos não só no nome. Ambos ficaram assustados com as semelhanças desde a primeira vez que conversaram.

- Escritor?
- Veríssimo.
- Érico ou Luís?
- Luís.
- Ele é demais.

- Beatle favorito?
- Ringo, lógico.
- Eu também acho! E o coitado é tão desvalorizado.
- Pois é, né?

- Carne ou frango?
- Carne!
- Vinho ou cerveja?
- Cerveja, é claro.

E por aí foram. Se apaixonaram em poucos dias. Não se desgrudavam. Eram almas gêmeas. Casaram. Foram pra Veneza na lua de mel, idéia dos dois. Tiveram gêmeos. Ele escolheria o nome do garoto e ela o da garota.

- Pensei em Mário, que tal?
- Achei lindo!
- E pra menina?
- Maria! Que acha?
- Perfeito.

Os anos foram passando. O casamento chegou no auge e, como tudo que chega no auge, começou a cair. Apesar dissom, nunca discutiram. Foram esfriando. Não conversavam mais. Ele atolado de trabalho, ela não saía do ateliê. Ele achava que a culpa era dele, mas botava a culpa nela. Ela imaginava que a culpa era dela, mas preferia pensar que a culpa era dele. Foram ficando distantes. Não se conheciam mais. Ela engordando, ele perdendo cabelo. Os filhos cresciam naquele ambiente cinza, coisa que Fernando não achava saudável. Fernanda tampouco. Ele pensou em tentar mudar as coisas, fazer uma loucura romântica, reacender a chama da paixão, mas decidiu esperar que ela o fizesse. Ela, teve a mesma idéia, e esperava o mesmo. Uma certa noite, antes de dormir, já com as luzes apagadas, falaram, quase em uma só voz.

- Preciso conversar com você.
- Pois não querida. Diz.
- Acho que é melhor a gente se separar.
- Eu também acho.
- Não tá mais dando certo.
- Não mesmo.
- O que será que deu errado?
- Não sei.
- Eu também não.
- A gente se dava tão bem...
- Não que a gente se dê mal hoje...
- Não mesmo.
- Mas do jeito que tá, não dá.
- Ah não.
- Amanhã eu vou pra casa da minha mãe...
- Tudo bem.

Trocaram beijos de boa noite e dormiram com o problema resolvido.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Bagulhos, breguenaites e parafernálias...

Tranqueira nova no Blog. Se você é um daqueles que costuma passar por aqui de vez em quando, pode clicar no link do lado direito "Acompanhar esse blog". Além de demonstrar a atualização do conteúdo do Poesia e Palavrão direto na sua hp do Blogger, me ajuda a saber quem são os visitantes mais presentes por aqui.

Uma bobagenzinha tipicamente inútil, como dispensadores de toalha de papel com sensor de movimento, mas fazer o quê?

Abraço a todos!

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Fragmentos confusos com ritmo

Passo
por cima
e passo longe
mas eu vejo bem de perto
que é pra não passar depois

Vejo
por dentro
e olho de fora
todo tempo toda hora
que um resolve virar dois

Deixo
de lado
deixo pra trás
o que é morno e é insosso
tanta coisa tanto faz

Corro
pra frente
e não tropeço
mas eu nunca me esqueço
vou correr ainda mais

Sonho
risonho
e enfadonho
se aproxima toda noite
todo dia me distrai

_____________________________

Vejo
por cima
e não tropeço
o que é morno e é insosso
todo dia me distrai

Sonho
de lado
e olho de fora
mas eu vejo bem de perto
vou correr ainda mais

Corro
risonho
e passo longe
todo tempo toda hora
tanta coisa tanto faz

Passo
pra frente
deixo pra trás
se aproxima toda noite
que um resolve virar dois

Deixo
por dentro
e enfadonho
mas eu nunca me esqueço
que é pra não passar depois